sexta-feira, novembro 09, 2007

respondendo aos desafios...

Bluesmile deixou um desafio na caixa de comentários ao post anterior:
Deixo um desafio que circula na net - colocar on line o 5º parágrafo da página 161 dos livros que andas a ler.

Pois bem, no livro que ando a ler, a página 161 só tem 3 parágrafos e uma nota de rodapé. Nesta página inicia-se o capítulo 9 - Hermêutica do sofrimento de Is 53 na Patrística.
Não querendo deixar de responder, coloco aqui o 1º parágrafo.

Como vimos nos capítulos precedentes, o sofrimento constitui uma verdadeira 'pedra de toque' no que diz respeito ao judaísmo, tanto na sua mensagem acerca da relação com Deus como naquilo que concerne aos principais núcleos da sua doutrina. Podemos constatá-lo, de forma bem clara, na abordagem feita aos diversos movimentos e grupos que constituem o judaísmo intertestamentário e contemporâneo ao nascimento e expansão do cristianismo. Um dos elementos fundamentais que distancia a mensagem do NT daquelas que eram propostas pelas correntes judaicas de então passa certamente pela questão do sofrimento e da sua compreensão como 'espaço e força' redentora quem em Jesus Cristo assume uma dimensão de primeira grandeza.


IN: Lourenço, João Duarte, O Sofrimento no Pensamento Bíblico 'Releituras Hermêuticas de Isaías 53', Lisboa, Universidade Católica Editora, 2006

1 comentário:

Carlos disse...

Sem querer fazer batota, mas o 5º paragrafo da pág. 161, não dá ideia do livro em questão... assim fica aqui o 5º parágrafo da pág.162 do livro que actualmente estou a ler. trata-se de "Argento-vivo", Quicksilver no original de Neal Stephenson, das Edições Tinta da China. Trata-se de uma conversa entre dois puritanos da Inglaterra de Cromwell, no século XVII, pai e filho (personagens ficcionadas é claro...), sendo o filho colega de quarto de Isaac Newton...

"Não tanto como o meu Pai poderá cuidar. Aquele meu amigo, o Isaac, considera que existe um "espírito generativo" em todas as coisas, o que explica a possibilidade de se criarem coisas novas a partir de coisas velhas. E se não acredita em mim, então faça a si mesmo a pergunta: como é que as flores nascem do estrume? Porque se transforma a carne em larvas, e as tábuas dos navios se transformam em vermes? Porque se formam imagens de conchas em rochas longe de qualquer mar, e porque surgem novas pedras nos campos depois de os agricultores arrancarem a colheita do ano anterior? Parece-me evidente que está em acção algum principio organizativo, e que este existe de forma invisível em todas as coisas, o que explica a capacidade que o mundo tem para produzir coisas novas, para fazer algo mais que não degradar-se."

IN: Stephenson, Neal, Argento-vivo, Lisboa, Tinta da China, 2007.

Nota: sobre o autor Neal Stephenson